quinta-feira, 31 de julho de 2025
quarta-feira, 30 de julho de 2025
VALDEIR BATISTA: UM NOME QUE NÃO SERÁ ESQUECIDO
Há momentos em que o silêncio nos faz sofrer menos. O dia 26 foi, para mim, um dia de silêncio. Por mais que tentasse, as palavras não fluíam para que eu pudesse desabafar uma tristeza incomum. A notícia do falecimento do amigo Valdeir Batista foi, para mim, um golpe fulminante e inacreditável.
Preferi o silêncio. Afinal, o chorar em silêncio também é capaz de mostrar um sentimento profundo e verdadeiro. Qualquer mensagem produzida naquele momento seria apenas uma mensagem. E isso não faz parte do meu ego. Eu não estava diante de uma simples informação sobre a morte de alguém. Era a morte de um grande amigo.
O carinho, o respeito, a amizade que eu sentia pelo amigo Valdeir Batista, tudo foi resultado de uma convivência sincera e leal. Era um respeito mútuo, recíproco. Nossa amizade foi fortalecida ainda mais quando eu fui por ele escolhido para “comandar” o Departamento de Jornalismo da Rádio Arco Iris FM.
Normando Sóracles Gonçalves era seu sócio na nova emissora, junto a José Rodovalho. E foi o próprio Normando quem me procurou para assumir a honrosa missão. Ele me dissera que era uma exigência de Valdeir a minha contratação. In loco, aceitei.
Até então, não conhecia o lado humano e a simplicidade de um empresário do nível de Valdeir Batista. Sincero, honrado e dono de uma das maiores virtudes que um homem pode ter: a arte de ouvir as pessoas. Com uma simplicidade incrível e um sorriso que lhe era próprio, ele dialogava de forma amigável, independente de quem estivesse à sua frente.
Valdeir era surpreendente. Estava eu na Praça Frei Ibiapina. Era uma manhã de sábado, quando fui procurado por José Rodovalho. “Venha rápido! Me acompanhe, que Valdeir quer falar com você e é urgente” – disse ele, fazendo com que o seguisse às pressas. Eu estava sendo convocado para coordenar o Comitê Eleitoral da campanha do Dr. Valdemir Batista, seu irmão, candidato a prefeito de Araripina.
Como Valdeir me descobriu, eu não sei explicar. Também nunca procurei saber. A cada momento ele me surpreendia. Até no momento em que, lá no Comitê e diante de todos, ele chamou d. Vandeilza e determinou: - Tudo que Adalberto precisar, atenda na hora! Ele será o responsável por este Comitê a partir de hoje! E não deixa nada pra depois!
No momento eu não dei muito crédito ao que acabara de ouvir. Podia ser fruto de uma empolgação. Mas, ao longo da campanha, tudo foi cumprido à risca, conforme ele havia determinado. “Finalmente, um homem de palavra”, pensei eu. Para compensar a confiança em mim depositada, me esforcei ao máximo. Como resultado, no dia 8 de novembro, alcançamos uma grande e esmagadora vitória. Era o ano de 1988.
Certa vez, um amigo, em conversa, lá na Praça do Hospital, disse-me ter perguntado ao Valdeir, por que ele não me contratava para a Arari, ao que ele havia respondido: - Adalberto é caro. A rádio não tem condições de contratá-lo. Ele nem sabia o quanto eu sonhava em ser seu funcionário. Trabalhar para Valdeir era um prêmio que poucos conseguiriam conquistar.
A inteligência de Valdeir Batista era inconfundível e inquestionável. Ele sabia muito bem quando as pessoas tentavam se aproveitar de sua generosidade para explorá-lo. Com uma educação incrível, e bastante precavido, sabia a decisão a ser tomada.
Valdeir tinha seus gestos próprios para os momentos adequados. Seu sorriso verdadeiro e até meio tímido mostrava sua satisfação diante da situação, da mesma forma que seu jeito sério dava a entender quando a situação não lhe agradava. Eu até aprendi a distinguir esses dois lados.
Mas, Valdeir Batista era muito mais. Suas qualidades não podem ser conceituadas com palavras. Como deputado, na Assembleia Legislativa sempre defendeu as principais causas de Araripina. Como chefe do Executivo Municipal, foi um exemplo para as futuras gerações. Exemplo, inclusive, seguido, pelo irmão Valdemir Batista.
Hoje, Araripina chora a perda de uma figura tão importante para a sua história. História esta que já era portadora e repletas de fatos inesquecíveis. Valdeir Batista, que contribuíra com o desenvolvimento industrial da região, com a implantação da ARTESA e ARTEFIL, deixa um grande exemplo de amor pela cidade que o adotara como mais um dos seus filhos ilustres.
Talvez eu tenha demorado demais para me posicionar diante de um momento tão lamentável. Mas eu precisava me desfazer daquela tristeza que me pegara de surpresa. Não foram poucas as vezes que, ao produzir este texto, parei para me certificar de tudo era verdade. Não foi fácil conseguir chegar até aqui.
Que DEUS em sua infinita misericórdia, acalente e conforte os corações aflitos e ainda inconformados de todos os que integram a família do saudoso, mas sempre lembrado VALDEIR BATISTA, um nome que sempre estará guardado no fundo do meu coração.
Por Adalberto Pereira
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ANALISANDO A IMPRENSA BRASILEIRA
Comecei no rádio no ano de 1962. Como era novato, deram-me um programa musical no horário de pouca audiência: depois da Voz do Brasil, programa conhecido como “desliga rádio”. Realmente, 80% desligavam os rádios.
Certa vez eu estava na discoteca da emissora escolhendo as músicas para o programa, quando o diretor chamou minha atenção: Lembre-se, garoto, que o programa não é para você. Se quiser ouvir músicas de sua preferência, ouça em casa.
Foi uma excelente lição. Aprendi que eu estava fazendo um programa para as mais diversas preferências musicais. Era obrigado a ouvir coisas que me deixavam enjoado. Mas era obrigado a ouvir.
No jornalismo, essa lição serviu para me fazer um jornalista respeitado. As notícias eram levadas ao ar com imparcialidade. Eu ouvia e divulgava os dois lados dos fatos. Ou era assim, ou não divulgava. Foi assim que conquistei a confiança de todos.
Quando senti que as coisas já não eram como eu costumava ver, preferi abandonar a profissão. Não dava para me converter à subserviência e aos interesses de terceiros, indo na contramão da vontade popular.
Ainda sentindo aquela vontade de mostrar o que é jogado “debaixo do tapete”, ou seja, o que muitos escondem, seja por covardia ou por interesse próprio, estou aqui para descrever a verdade. Por sinal, sempre fui verdadeiro em meus atos e em minhas convicções.
O que você tem recebido de informações a respeito do movimento ocorrido em março de 64? O que lhe ensinaram ou ainda lhe ensinam nas escolas e nas universidades a respeito do Regime Militar? Seus orientadores são confiáveis?
Pouco ou quase nada é mostrado, como resultado positivo apresentado pelo Regime Militar, iniciado em Março de 1964. As informações, ao contrário, são as piores possíveis, principalmente quando envolve pessoas ligadas ao regime comunista.
Na minha concepção e pelo que acompanhei na época, o nosso País esteve às portas de viver a tragédia de um sistema ditatorial vivido por Cuba pela Venezuela.
E, se isso não aconteceu, devemos a homens corajosos e destemidos, que não se curvaram e nem cruzaram os braços diante da iminência de nos tornarmos vítimas de um sistema miserável e retrógrado.
VAMOS À REALIDADE DOS FATOS?
É bom vivermos uma realidade que muitos se esforçam em ocultar. Considerando o lado positivo, faz-se necessário lembrarmos que, durante o citado Regime foram construídas várias obras de infraestrutura, todas elas de grande porte, mostrando sua importância para o desenvolvimento do País.
Citemos, como exemplos a Rodovia Transamazônica; as Hidrelétricas de Itaipu e Tucuruí, a Ponte Rio-Niterói; a Ferrovia do Aço e o Projeto Grande Carajás.
Vale salientar que a Hidrelétrica de Itaipu é considerada uma das maiores do mundo, localizada no Rio Paraná. Já a Hidrelétrica de Tucuruí, construída no Rio Tocantins, no Pará, supriu a demanda de energia daquela região.
Aí vem a Ponte Rio-Niterói, ligando as cidades do Rio de Janeiro e Niterói. Esta obra-prima facilitou e ainda facilita o tráfego entre as margens da Baia da Guanabara.
Além disso, podemos mostrar outros empreendimentos de grande importância que, mesmo sendo de grande utilidade, infelizmente, não são lembrados como pontos estratégicos de progresso.
Vejamos, então: O Metrô de São Paulo; os Pólos Petroquímicos; o Projeto Pró-Álcool; as Usinas Nucleares de Angra, objetivando a geração de energia elétrica; o Banco da Amazônia e a SUDAM (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia).
Outro fator que merece destaque está no crescimento no PIB, (Produto Interno Bruto), que colocava o Brasil no 45º lugar no mundo e, 21 anos depois, já ocupava o 10º lugar, um avanço impressionante.
A pergunta que se faz é: Por que a imprensa não relata esses fatos? O que causa amnésia nesta imprensa, que se afaga nos braços da subserviência? Quanto custa aos cofres públicos o silêncio e a parcialidade da imprensa brasileira?
Na verdade, esta não é a imprensa da qual eu fiz parte nos anos 60 e 70. Ela perdeu a credibilidade e, hoje, sua visão profissional enoja os princípios éticos dos grandes profissionais que tivemos no passado.
Sentindo a complexidade desenfreada do tabuleiro deste jogo de “xadrez” desnorteado, resolvi “deitar o rei”, sair descontaminado e procurar um caminho onde as decepções fossem menos drásticas e não enlameassem o meu caráter.
Hoje, o mundo das comunicações sobrevive pela força da desonestidade, da corrupção e da subserviência. Deixar as pessoas bem informadas já não faz parte do juramento de quem “esquentou” os bancos das faculdades, para arrebatar o diploma da mentira.
São os pseudos jornalistas, desprovidos de caráter e de boas intenções. Aqueles que leiloam seus serviços e são arrebatados pelas maiores ofertas, mesmo que estas os coloquem entre os mais desprezíveis dos mercenários.
Os retratos dos profissionais do passado estão ofuscados pela incompetência dos “piratas” do presente, péssimos exemplos para o futuro. Esta, infelizmente, é verdade de como sobrevive a falsa imprensa.
Aos jovens curiosos, um alerta: quando alguém, aproveitando o seu desconhecimento da nossa história, tentar mostrar o lado negativo da Revolução de Março de 64, pergunte qual o índice de criminalidade no país, de 64 a 88.
Indague sobre o número de assaltos a bancos, a proliferação das drogas, os sequestros, as ações dos grupos criminosos que dominam o país e a corrupção por parte dos nossos governantes.
Vocês podem até pedir um relatório das propinas e enriquecimentos ilícitos dos homens que governaram o nosso país durante o regime militar. Faça, se desejar uma comparação entre os homens do passado e os do presente.
Espero que vocês obtenham respostas verdadeiras e imediatas. Se, por acaso seus informantes tentarem mudar de assunto, traga-os de volta à realidade, exigindo uma resposta convincente, com dados concretos e documentados.
Um forte e caloroso abraço. Se desejarem maiores informações, contem comigo.
TENHO DITO!
REENCONTRANDO UM GRANDE AMIGO
No
dia 7 de julho deste ano, tive o imenso prazer de reencontrar meu
grande amigo e xará ADALBERTO TRINDADE, ex-companheiro dos velhos
tempos da Rádio Espinharas de Patos. Na foto, ele com meu filho
Almir, em um encontro de ex-alunos do Colégio Estadual Pedro Aleixo
– CEPA. Não poderia deixar de registrar no meu Blog, este momento
tão sublime.
