quinta-feira, 15 de novembro de 2018

MINHA GRATIDÃO AOS AMIGOS E IRMÃOS ARARIPINENSES


OBRIGADO, ARARIPINA!

O dia 1º de novembro foi deveras bastante especial para mim. Bondosos, os Vereadores de Araripina, em atendimento ao DECRETO LEGISLATIVO nº 021/2017, de autoria da Vereadora Camila Modesto, votaram pela concessão do meu Título de Cidadania. Foi uma noite memorável, onde a emoção mostrou o quanto somos frágeis diante de uma outorga tão significante.
Entre os homenageados, estiveram o Dr. Aluizio, a Dra. Janaína, os radialistas Martinho Filho, Fredson Paiva e Roberto Gonçalves. Lá estava também o Sargento Romero, um amigo de longas datas. Foi com muito orgulho que, diante de um público bastante seleto, proferi o seguinte discurso de agradecimento pela honraria:

O DISCURSO

Excelentíssimo Senhor Presidente deste Legislativo Municipal, Vereador Evilásio Mateus; digníssima Vereadora Camila Modesto, Demais Vereadores aqui presente;  minhas senhoras, meus senhores:
Esta Casa me proporcionou muitos momentos de alegrias. O primeiro deles foi o de ser redator da Lei Orgânica de Araripina, ao lado do escritor e historiador Geraldo Granja Falcão e do Dr. Armando Tavares da Silva. Eu não poderia fugir da responsabilidade que me fora confiada pelo então Presidente deste Legislativo, Joaquim Lima Filho.
Orgulha-me sobremaneira ter convivido com homens como Emanuel Bringel, Humberto Filho, Sinval Ferreira, Lula Sampaio, Hamilton Pereira, Salomão da Rancharia, Arlindo Cordeiro, Joaquim de Berto, Pedro Cordeiro, Boba Sampaio, Danda Simeão, Moisés Neri, Tico de Roberto, Badu, Evilásio Mateus e Francisco Edvaldo.
Tranquiliza-me sobremaneira saber que pessoas idôneas ocupam com dignidade os mesmos lugares, fazendo com que a nossa Araripina continue firme e resoluta na sua longa e vitoriosa caminhada, tendo como alvo maior o seu progresso social, político e econômico.
O meu segundo e grande momento aqui foi o  convite do então presidente Emanuel Santiago Alencar para assumir a Assessoria de Imprensa deste Legislativo, onde permaneci de 1991 até 1994, na sua gestão e na de Humberto Filho. Foram 4 anos gratificantes, ao lado de Hilda Nunes,  Irismar Penha, Goreth Saburido, Socorro Gomes, Rosângela Soares Feitosa, Silvio Romero e d. Gilza.
O terceiro momento, que será tão inesquecível quanto os demais, estou vivendo agora, ao receber o honroso título de Cidadão Araripinense, na presença dos amigos e agora meus irmãos pela vontade livre e independente destes destemidos representantes do povo de Araripina.  
No dia 26 de agosto de 1978,  eu recebia da Câmara Municipal de Patos, o título de Cidadão Patoense. Hoje, 40 anos depois, aqui estou eu, igualmente emocionado e agradecido, recebendo da Câmara Municipal de Araripina, minha nova e honrada certidão de nascimento. Isso me deixa diante da certeza de que não há limite de idade para nascermos de novo.
Os momentos felizes precisam ser imortalizados, principalmente quando nos sentimos como uma semente selecionada que, plantada em solo fértil, e regada com amor e com carinho,  germina, cresce e produz bons frutos. As maiores vitórias são alcançadas por aqueles que conseguem ser  fortes em meio às tempestades, pois não há mérito algum quando nos sentimos vitoriosos em  meio às calmarias.
A menos de 7 dias para findar o mês de fevereiro, de 1986, às 7 horas da noite, eu chegava à Rodoviária de Araripina e era recebido por  dois jovens: Iveraldo Nascimento e Joel Coelho. Impulsionado por uma ordem do Sr. Geraldo Coelho, eu assumiria, no dia 1º de março daquele ano, a direção da Rádio da Grande Serra. Não foi nada fácil. A rádio estava em verdadeiro caos financeiro.
Naquele momento, eu já sentia que Araripina, antes município de São Gonçalo, desde 11 de setembro de 1928, era uma cidade abençoada por Deus e conduzida pelos braços fortes de homens ilustres e destemidos a exemplo de Joaquim Pereira Lima, hoje imortalizado com todas as honras, nas páginas históricas deste Legislativo Municipal.
Esta é a Araripina que guarda com carinho e com respeito, como protagonistas de sua história,  figuras memoráveis como  Joaquim José Modesto, Francisco da Rosa Muniz, João Cavalcanti Lima, José Deodato Santiago (Zé Bringel), Joaquim Alexandre Arraes, Manoel Ramos Barros, Cel. Antônio Modesto, Moisés Bom de Oliveira, Ancilon Mendes da Silva, e Sebastião Batista Modesto.
Araripina jamais esquecerá filhos ilustres e dedicados como Arnaldo Lage,  Afonso Nunes,  Pedro Batista, Expedito Arraes, Valdemir Batista de Sousa (Dr. Mimi), Joaquim de Berto, Antônio Carlos, Humberto Bertino, Giovane Pereira Lima, e tantas outras  figuras de realce e de inestimável influência no progresso desta metrópole que continua caminhando a passos largos em busca de novos horizontes.
Araripina crescia manhosa, acalentada  por mãos carinhosas de mulheres como Teutônia Teixeira Leite, Joana de Lavor Papagaio, Cecy de Alencar, Anita Bringel, Rivanda Albuquerque, Suzete Arraes e outras heroínas, valorosas senhoras da nossa sociedade rica na sua histórica existência.
Que não feneçam em nós os grandes feitos dos homens e mulheres que tanto honraram esta terra e de outros que ergueram os olhos para o horizonte do crescimento e do progresso desta cidade forte e ousada,  alicerce inabalável da Serra do Araripe.
Mas Araripina já estava acostumada a adormecer ao som das belas melodias muito  bem interpretadas por Edvaldo Lopes, Fernando Goiano e dos anônimos seresteiros das suas madrugadas.
Esta terra abençoada por Deus nunca deixou de ser cantada e decantada nas poesias improvisadas dos poetas José Melquíades, Reinaldo Ribeiro e outros não menos inspirados.
E ai de ti, minha  mãe amada, se teus momentos mais sublimes não fossem registrados pelas câmeras mágicas de fotógrafos como Abdias Sinfrônio, seu Sebastião, d. Zefa, Luizito, Rômulo Jacó, Paulo Elias, e outros que no anonimato, também realizaram brilhantes trabalhos. Tudo isso sem esquecermos a valorosa contribuição de brilhantes jornalistas como Adauto Ferreira, Iveraldo Nascimento e Netinho Andrade.
Ah, Araripina! O que seria de ti sem os ensinamentos producentes oriundos de  mentes inteligentes, qualidades inquestionáveis de Alzenir Lacerda, Áurea Carvalho, Eluzana Valverde, Elodir, Irza Carvalho, Maria Darticlea, Jacira Bandeira, Ana Luzia Alencar, Paulo Ponciano, Naziozênio, Darlan Granjeiro Teles, Paulo Fonseca, Padre Vicente, Maderleide Oliveira, Zena Moiseis, Maria Ramos, Prof. Marcílio, Prof. Ramalho, Prof. José Ramos, e tantos outros destemidos educadores, que fizeram e ainda fazem do Magistério um notável sacerdócio.
O homem jamais será digno do respeito e da admiração, se não valorizar as suas raízes. Isso faz parte do  seu espírito de gratidão. A valorização do ser humano pauta-se muito mais na sua dignidade e no respeito ao próximo, do que nas honrarias que lhe são  conferidas. Pouco valor teria um título de  cidadania se este chegasse até o seu destino como uma folha seca desnorteada e impulsionada pela conivência aos  interesses individuais.
Esta honraria precisa e deve ser motivada, antes de tudo,  pela capacidade e pelo valor de cada homenageado, considerando-se acima de tudo a sua contribuição moral, humana e profissional para o soerguimento de um povo que clama por administrações honradas e coerentes com os interesses coletivos que garantam aos seus filhos um futuro digno e promissor.
Como cidadãos,  dinâmicos construtores de uma história digna do respeito das gerações futuras, cabem-nos o dever e a obrigação de realizarmos um trabalho amplo, alicerçado na competência dos cidadãos de valores invejáveis, cuja idoneidade moral não tenha preço.
Espero que esta Casa, através dos seus mais respeitados e respeitáveis representantes,  os de hoje e os que virão, guarde com orgulho nos anais de sua longa e comovente história, este momento sublime como uma relíquia inesquecível.
A mim, como um combatente em descanso, cabe a grande responsabilidade de respeitar e honrar a outorga que me foi concedida.  Aos que continuam empunhando a bandeira da luta incansável, em busca de novas e sublimes vitórias, a responsabilidade é bem maior.  É em vocês que está depositada a confiança da nossa mãe adotiva, que sonha com mudanças urgentes para a continuação do seu progresso econômico, social, político e cultural.
Mas para isso, ela precisa de filhos corajosos, destemidos. Filhos que não se deixem levar pelo desânimo, pelo desespero dos desencantos. Filhos que se predisponham ao trabalho incansável, para o bem e para o orgulho desta mãe que hoje nos adota como seus filhos.
Obrigado, Araripina! Continue recebendo com carinho aqueles que aqui chegarem dispostos ao trabalho em busca dos seus mais profícuos ideais! Que o seu crescimento esteja sempre registrado pelas ondas sonoras da Arari FM e da Grande Serra, assim como o foi na Arco-Íris de um passado inesquecível.
Diante de todos que nos honram com sua presença, testemunhando este momento tão sublime, estendo minha mão prometendo ser motivo de orgulho para você, minha mãe querida!

Tenho dito!

HOMENAGEM A ERCÍLIA MARIA DA CONCEIÇÃO ANDRADE


ELES FIZERAM HISTÓRIA

Eu já estava me preparando para retornar à Brasília. Em Marcolândia, esperava o transporte para ir até Picos de onde seguiria para a Capital Federal, quando, de repente, uma senhora bastante educada colocava diante de mim uma cadeira e dizia: “Sente aí!”.
Achei interessante e bastante elogiável a atitude daquela senhora, a quem resolvi prestar uma homenagem. Conversa vai, conversa vem, fiquei sabendo que ela se chama Ercília Maria da Conceição Andrade. E o que isso tem de importante, perguntariam alguns meio incrédulos.
O curioso em tudo isso é que d. Ercília, nascida em Paulistana no dia 4 de setembro de 1932, chegou em Marcolândia com seu marido, um soldado de polícia chamado Antônio Lopes de Andrade, no ano de 1956, como vendedora de galinhas, ovos e queijo.
D. Ercília Maria da Conceição chegou a morar numa moita, numa cidade que ainda não existia. Casou com o soldado Antônio Lopes, com quem teve 16 filhos, dos quais 8 ainda estão vivos. E como ela sabe de histórias interessantes, protagonizadas por pessoas, muitas delas ainda neste mundo de Deus.
Eu até fico pensando como seria eu tratado caso contasse metade da história gravada na memória de d. Ercília! Uns até morreriam de rir! Outros cortariam o meu o pescoço e atirariam os meus restos mortais aos urubus.
Mas eu posso dizer que o marido de d. Ercília, fazia parte de uma patrulha formada pelo sargento Zé Fernandes, e pelos soldados Alberto Gomes, Pedro Marcelino e Antônio Lopes, o marido de d. Ercília. Estes policiais, oriundos de Teresina, estiveram à disposição da Secretaria de Fazenda, fazendo a segurança do Posto Fiscal.
A nossa homenageada lembra com alegria de pessoas daquela época com quem se dera muito bem. Entre estas pessoas estão Antônio Olegário e d. Anunciada. Sempre afetuosa e procurando ficar de bem com a vida, disse que todos os prefeitos de Marcolândia fizeram bons trabalhos.
Esta é D. ERCÍLIA MARIA DA CONCEIÇÃO ANDRADE, uma mulher simples, mas de uma voz firme e vibrante, qualidades de quem não tem medo de “cara feia”. Sabe de tudo sobre Marcolândia e é UMA PESSOA QUE FAZ HISTÓRIA. Por isso, merece a nossa homenagem.

Escrito por Adalberto Pereira.

HOMENAGEM A OSVALDO ANTÔNIO DA COSTA


ELES FIZERAM HISTÓRIA

A cidade de Marcolândia é um celeiro de grandes homens, todos capazes de receber as mais calorosas homenagens pelos seus grandes feitos. Escolhi, entre tantos, a figura de OSVALDO ANTÔNIO DA COSTA, dono de uma história que enriquece a galeria dos valorosos cidadãos daquela cidade.
Filho do casal Antônio Francisco da Costa e Maria Concebida da Costa, Osvaldo nasceu em Bertuleza, Caldeirão Grande, no dsiaa 8 de julho de 1943. Em 1963 chegou em Marcolândia, onde conheceu Hilda Soares Costa, por quem se apaixonou e casou no dia 15 de maio de 1966.
Do casamento com Hilda, nasceram sete filhos: Antônio Carlos, Carlos Petrônio, Ednarth Soares, Clareth Soares, Raimundo Nonato,  Ismaneth Soares, e Paula Regina. A estes juntou-se o neto Pedro Osvaldo, considerado o oitavo filho do casal. Ele cita os nomes dos filhos com uma alegria nos olhos, numa demonstração de felicidade.
Osvaldo Costa foi Vereador durante vinte anos (de 1982 a 2000) e funcionário da Secretaria da Fazenda do Estado do Piauí. Ele se orgulha em dizer que é Maçom há 16 anos.
Quando perguntamos a respeito de um momento inesquecível, Osvaldo Costa foi enfático: “Não posso esquecer o dia 1º de novembro de 2002, quando ingressei na Maçonaria”. E ele faz questão de contar com muita alegria e bastante orgulho como tudo aconteceu.
Mas, quem não tem seus momentos de tristeza? Assim como nós, Osvaldo também teve em sua vida um dos momentos mais tristes, quando perdeu, no dia 30 de maio de 1963, d. Maria Concebida Costa, sua mãe querida. Este é um fato que não gosta de lembrar.
O que o deixa bastante feliz é lembrar que, como vereador sempre esteve voltado para assistências sociais. Seu maior desgosto foi não ter conseguido prestar uma homenagem ao fundador de Marcolândia, Corinto Machado Matos, com uma estátua no centro da cidade. Seu pedido não foi aceito pelo prefeito da época.
Por ter trabalhado na roça dos 12 aos 17 anos, é um cidadão que sabe valorizar o homem trabalhador. Para os jovens que sonham com um futuro promissor, ele deixa um conselho: “Preparem-se, olhem para o alvo certo, não se deixem levar pelas dificuldades, pois novos desafios se aproximam!”.
Este é OSVALDO ANTÔNIO DA COSTA, um dos homens mais respeitados no município de Marcolândia, onde vive cercado do carinho da família e dos amigos. Por isso, ele é UM DOS QUE FIZERAM HISTÓRIA e merece esta homenagem.

Escrito por Adalberto Pereira.

HOMENAGEM A JOSAFÁ COSTA REIS


ELES FIZERAM HISTÓRIA

“Chora, coração!!!”. Não há como não associar este refrão à figura inconfundível de JOSAFÁ COSTA REIS, ou simplesmente Josafá Reis. E nem é preciso perguntar de quem estou ou de quem vou falar.
Josafá Reis é um dos maiores exemplos de responsabilidade e honestidade. Natural de Araripina – Pernambuco, onde nasceu no dia 9 de junho do ano de 1939, ele foi um dos fundadores da Rádio da Grande Serra, a quem serviu de 10 de junho de 1982 até o ano de 2017.
 Durante 20 anos, Josafá Reis foi mais consagrados funcionários da Cooperativa Agro-pecuária, na gestão do então gerente Paulo Batista Modesto. Sente-se muito feliz por ter sido radialista, mas diz-se magoado por não ter recebido o devido reconhecimento pela dedicação como tal.
Filho de Antônio Rodrigues dos Reis e Maria Rodr5igues da Costa, Fafá, como é muito conhecido pelos mais íntimos amigos, não nega a sua admiração pelo ex-prefeito Valmir Lacerda, segundo ele, o melhor que Araripina já teve ao longo da sua história.
Em nossa conversa, ele falou pouco ou quase nada de política, mas disse não estar satisfeito com a atual situação política do Brasil, mas arriscou uma nota 7 para a atual gestão do país. Diz ser apaixonado pelo Esporte Clube do Recife, o conhecido “Leão da Ilha”.
Aos que pretendem seguir a profissão de radialista, Josafá Reis aconselha: “Sejam humildes, nunca tentem prejudicar os outros, e tenham responsabilidade acima de tudo!”. Com olhar bastante entristecido, ele diz ter sido vítima da falsidade (preferiu não citar nomes).
Este é o JOSAFÁ COSTA REIS, um cidadão, um amigo, um profissional de uma qualidade inquestionável. Sua história não pode ser contada num simples capítulo; ela precisa de muito mais. Não é apenas um orgulho para Araripina, mas um exemplo a ser seguido. Por isso ele é UM DOS HOMENS QUE FIZERAM HISTÓRIA. A  ele, a nossa sincera homenagem.

Escrito por Adalberto Pereira.

HOMENAGEM A JOSÉ ALENCAR DA COSTA


ELES FIZERAM HISTÓRIA



“ O que me falta fazer mais, se o que eu fiz até hoje ninguém faz?”

É com a inspiração da poesia nordestina, aproveitando este mote que me foi dito pelo meu homenageado, que inicio esta dedicatória ao cidadão JOSÉ ALENCAR DA COSTA, um dos oito filhos de Antônio Francisco da Costa e Maria Concebida da Costa.
Nascido na localidade de Braga, no dia 21 de setembro de 1929, Alencar, como é mais conhecido, fica muito à vontade para dizer que foi tropeiro, tendo tangido burros pelas estradas poeirentas do seu lugarejo. Durante 10 anos foi vereador em Padre Marcos, representando o então Distrito de Marcolândia, hoje cidade.
Alencar se orgulha de ter sido o primeiro proprietário de um veículo, um Jeep 1960, e o primeiro proprietário de uma casa de farinha em Marcolândia. Mas sua maior alegria foi quando comprou a primeira caminhoneta cabine dupla, em 1979, fazendo uma viagem ao Rio de Janeiro, com seu pai, seu sogro e uma cunhada.
Um dos cidadãos mais respeitados em Marcolândia e região, Alencar foi casado com d. Regina Maria da Costa, de quem guarda grandes e saudosas lembranças. O casal adotou como filhos Felisberto José da Costa e Maria Luzinete Costa.
E, 1988 concorreu à Prefeitura de Marcolândia, não conseguindo sucesso em suas pretensões de governar com dignidade a cidade a quem dedicou grande parte de sua vida.
Se sua maior alegria foi a compra de uma caminhoneta cabine dupla além  de nunca ter morado de aluguel, sua maior tristeza foi a perda da esposa querida, d. Regina Maria Costa, fato que não se sente bem ao lembrar.
Ao ser perguntado qual o maior e melhor presente que desejaria receber, respondeu que seria a volta de sua esposa d. Regina. Pedimos que deixasse uma frase para os jovens de hoje e ele, sem pensar duas vezes, respondeu: “Que eles façam tudo com honestidade, que assim estarão no caminho certo”.
José Alencar da Costa é uma pessoa bastante querida, um exemplo de dignidade e de honradez. Ao ser indagado a respeito de pessoas que merecem a sua admiração, ele citou Humberto Reis da Silveira, um filho de Jaicós, eleito treze vezes deputado estadual, como o seu grande professor e um grande exemplo a ser seguido.
Por tudo isso e por muito mais que representa para o município de Marcolândia, JOSÉ ALENCAR DA COSTA merece ser visto como os dos HOMENS QUE FIZERAM HISTÓRIA. A ele, a nossa sincera homenagem.
Assim como comecei, quero encerrar com o mote que faz cair lágrimas dos olhos do nosso homenageado José Alencar da Costa: “O QUE É QUE ME FALTA FAZER MAIS, SE O QUE EU FIZ ATÉ HOJE NINGUÉM FAZ?”.

Escrito por Adalberto Pereira.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

DEVEMOS VALORIZAR A INSIGNIFICÂNCIA?


VALORIZANDO O INSIGNIFICANTE

Insignificância é tudo aquilo que nem soma e nem multiplica. Tudo aquilo que divide e que subtrai é insignificante. O crescimento de um país e o orgulho de um povo estão pautados nas coisas significantes, ou seja, em tudo que venha somar conhecimentos e multiplicar valores individuais.

Levando em consideração o crescimento acelerado de uma empresa, chegamos a um resultado lógico de que os seus diversos setores produtivos somaram conhecimentos, multiplicaram idéias, dividiram responsabilidades e subtraíram pessimismo. Assim, alcançaram resultados positivos.

Para alcançarmos alguns objetivos promissores, achamo-nos na obrigação de menosprezarmos aquilo que consideramos  desnecessário para colocarmos em prática os nossos planos e evidenciarmos os nossos projetos. Colocamos, então, de lado o que rotulamos de insignificante.

Fui abordado por uma pessoa que se dizia preocupada com o que eu escrevia como respostas aos meus agressores. Dizia ela que eu me rebaixava, dando ouvidos a pessoas sem personalidade. Foi aí que eu fiz ver àquele pessoa que nem sempre o silencio é a resposta ideal. Este só faz efeito na mente de quem o interpreta com sabedoria.

É aí que vem a necessidade de valorizarmos os insignificantes, dando-lhes uma resposta coerente, saudável, mas contundente em sua eloqüência. Se esta resposta fará o efeito de folhas secas lançadas na tempestade, pelo menos mostramos que somos sensíveis aos ataques, mesmo sendo eles procedentes de mentes infrutíferas.

Há momentos em que pensamos em ficar indiferentes às crueldades dos insignificantes, mas isso pode fazer com que eles fortaleçam a sua ousadia, achando que nos declinamos vencidos diante de sua mediocridade. E isso não fará bem à nossa dignidade e nos levará ao comodismo, abrindo um grande “leque” para a afoiteza dos paupérrimos algozes.

As redes sociais comportam e suportam muitas coisas  agradáveis, mas também abrem espaços  para o vandalismo de muitos. Controlar as ações dos desesperados e dos vencidos pelo desânimo passou a ser uma missão impossível. Aproveitando-se dessa impossibilidade, pessoas sem escrúpulos lançam seus venenos mortíferos contra tudo e contra todos.

Mas o insignificante também tem seus adeptos. Afinal, vivemos num país onde a educação se desvaloriza de modo assustador. O alto índice de analfabetismo nos assusta. Resultados preocupantes colocam diante de nós uma realidade devastadora: alunos do ensino médio não sabem Português e nem Matemática. Eufóricos, os políticos aplaudem de pé a vitória por eles alcançada.

Sem educação, o aumento da pobreza é inevitável. E mais uma vez os políticos aplaudem de pé mais esta vitória. Só assim a indústria de votos nunca vai à falência. Insignificantes para o crescimento cultural eles sempre estarão correndo atrás das “esmolas”, pelas quais muitos aproveitadores brigam pela paternidade.

Os políticos sobrevivem impulsionados pela carência e pela ingenuidade de muitos. Certa vez, no auge de uma campanha política, ouvi de um político uma frase bastante cruel: “O que seria do Brasil se não fosse a classe média! Afinal, ela é a base da pirâmide social!”. Comentando o fato com um colega jornalista ele disse que eu fizesse que não tinha ouvido! Para ele, estas são as artimanhas da política.

Olhando com mais atenção e sem nos preocupar com as consequências, vivenciamos não apenas as artimanhas da política, mas acima de tudo as armadilhas que ela prepara para sufocar as suas vítimas. Aí, para “sairmos bem na foto”, passamos a valorizar o insignificante. É assim e é este o mundo em que vivemos.

Escrito e postado por ADALBERTO PEREIRA.


sábado, 20 de outubro de 2018

E O TIRO SAIU PELA CULATRA!



TIRO PELA CULATRA

O termo “O tiro saiu pela culatra” é bastante usado quando uma pessoa pensa em fazer alguma coisa e mesmo achando que os planos são os mais perfeitos possíveis, não consegue alcançar o seu objetivo. Tudo vem na contramão. Isso acontece com  grande freqüência, independente das ocasiões e do lugares.

NUMA CAÇADA

Certa vez, um caçador saiu para sua costumeira caçada. Tomou um gole de café, deu um beijo na testa da mulher e pegou as veredas. Ele sempre depositou muita confiança na velha espingarda, herança do avô. Por diversas vezes a mulher dissera que estava em tempo dele comprar uma espingarda nova, mas ele não se separava da velha “companheira”.

No meio da mata encontrou uma pedra e fez dela a sua poltrona para descansar da caminhada. Pegou o velho cantil, tomou um gole de água, deu um estalo na língua e preparou um cigarro de palha para dar umas pitadas. Olhou para o céu como se estivesse estudando o tempo, puxou o chapéu de palha pra traz e escorou a cabeça num pé de oiticica.

Encostou a velha espingarda em uma das pernas e ficou a contemplar a mata e enquanto baforava seu cigarro ia fazendo seus planos para aquela caçada.  Depois de devorar o cigarro, levantou-se devagarzinho e caminhou mais uns cem metros até chegar ao local ideal.

Em um dos galhos da árvore notou a presença de alguns de suas primeiras vítimas. Fez um sorriso de felicidade, apontou a soca-soca e acionou o gatilho. O pipoco ecoou por toda a mata, provocando um eco cinematográfico. O tiro saiu pela culatra e a pólvora salpicou a testa do infortúnio caçador. Foi aí que lembrou o conselho da mulher! Realmente estava no tempo de comprar uma espingarda nova.

NA POLÍTICA

Mas o tiro também sai pela culatra em outras ocasiões que envolvem outro tipo de caçador. Trata-se do caçador de votos. Numa pequena cidade nordestina, um candidato a prefeito estava com sua campanha indo de vento em popa. Todos já o consideravam eleito e com uma expressiva  maioria.

Mas contrariando a família e alguns amigos que coordenavam sua campanha, ele resolveu mexer com o adversário. Descobrindo, através de amigos que o seu opositor era meio gago, resolveu fazer uma brincadeira em um dos seus comícios, gaguejando de forma irônica e proposital.

A brincadeira revoltou a população que via no adversário daquele candidato um homem simples, mas de uma personalidade invejável. Os votos conquistados quando ele falava dos seus planos para a cidade foram desaparecendo, enquanto o outro recebia as adesões dos insatisfeitos.

O tiro saiu pela culatra e o candidato brincalhão perdeu a eleição. Manter a preferência do eleitorado é algo que precisa de preparo moral e muito cuidado no tratamento aos adversários. Geralmente a confiança exagerada leva o candidato a erros imperdoáveis. Não adianta fazer com as mãos e desmanchar com os pés. O eleitor rejeita o candidato corrupto.

O eleitor não suporta candidatos que substituem o respeito aos adversários por discursos agressivos. Um candidato pode ir muito bem nas pesquisas, mas pode reverter a situação se colocar os ataques pessoais acima dos seus planos de governo.
Reverter o quadro quando a situação está em decadência e sua eleição está em xeque, pode não ser o caminho a ser seguido. Depois que o tiro sai pela culatra, retirar a pólvora da testa passa a ser uma tarefa difícil e dolorida.

A vida pregressa do candidato pode ser outro fator preponderante na caminhada em busca do sucesso na eleição. Quem plantou sementes selecionadas, com certeza terá diante de si uma árvore que produzirá bons frutos. Os que assim não procederam serão decepcionados em suas pretensões. E nem adianta tentar reverter a situação. A única saída é “jogar a toalha” e corrigir os erros cometidos.

NO CASAMENTO

Há quem diga que casamento é uma loteria, ou seja, ele depende de muita sorte. Pode haver uma certa discordância se considerarmos que ele dá certo se os interessados forem mais cuidadosos. Se houver um período de namoro suficiente para que os  defeitos e as  virtudes de ambos sejam conhecidos, haverá uma grande chance do casamento dá certo.

As três etapas indispensáveis para que o casamento seja menos problemático – namoro, noivado e casamento – devem ser observadas com responsabilidade. A empolgação não pode substituir a razão. Da mesma forma, o amor não deve ser confundido com a paixão. Esta é efêmera. Aquele é para sempre.

Para muitos, um dos maiores problemas para um casamento perfeito está na escolha: a moça procura um rapaz perfeito, impecável. O rapaz, por sua vez,  se apega à perfeição corporal da moça. Despreocupados com a beleza interior e indiferentes ao fato de que o valor maior está na personalidade, ambos podem ser surpreendidos por uma decepção matrimonial sem precedentes.

Quando a escolha é feita de forma precipitada, o que parecia ser um conto de fadas transforma-se num verdadeiro inferno. É aí que o tiro sai pela culatra e toda promessa de respeito, compreensão e de divisão de responsabilidade escoa pelo esgoto da dor e do arrependimento. Tudo, então, se desfaz com um terrível divórcio.

Geralmente, este final lastimável toma desagradáveis proporções envolvendo familiares de ambos os lados. Mas neste caso, as piores vítimas do tiro pela culatra são os filhos. Estes passarão a conviver com os problemas disciplinares e psicológicos provocados pela obrigatoriedade imposta por acordos judiciais firmados entre os protagonistas desta peça teatral, cujos atos provocam dores e prantos. 

NA ESCOLA

O professor, na ânsia de iniciar o ano letivo contando com o apoio dos tão sonhados alunos, planeja uma aula para despertar o interesse de todos. Ele quer mostrar que está disposto a dividir um pouco dos seus conhecimentos com aqueles que muitos chamam de “futuro do país”.

A chegada no ambiente de trabalho é triunfal. Colegas, diretores, coordenadores e funcionários o abraçam ao mesmo tempo em que lhe desejam boas-vindas.  – Aqui, eu vou dar tudo de mim – pensa ele naquele momento de extrema alegria e de esperança.

Ansioso, dirige-se à sala de aula levando consigo o sonho de ter diante de si uma turma seleta, com alunos sedentos do saber e prontos para receber dele os ensinamentos dos quais precisam. Mas tudo se desmorona ao ser recebido com frieza e indiferença. O problema é que ele ainda não aprendeu a conviver com um grupo heterogêneo.

Ele sente de imediato que tudo que planejara não passara de um sonho. Um sonho frustrado, inútil.  Mas ele não podia ser vencido pelo desânimo. Talvez aquilo não passasse de uma normalidade, coisa que acontece com todos nos primeiros dias de contatos com os alunos.

Com o passar do tempo, ele acaba chegando a uma conclusão bastante óbvia: o tiro tinha saído pela culatra! Aquilo não passava de um sonho, e ele se encontrava diante de uma inesperada realidade. Ele passou a sentir que, na sua longa caminhada como educador, o reconhecimento do lado oposto ficaria para sempre nas dependências dos sonhos frustrados.

NA RELIGIÃO

Um certo jovem apaixonado pelo esporte, sempre passava em frente de uma igreja, em sua caminhada dominical para o estádio, onde se juntava aos amigos para mais uma partida de futebol. Achava lindos os cânticos vindos lá de dentro e sempre pensava consigo mesmo – um dia eu entro aí!

Num determinado domingo, seus colegas de futebol resolveram fazer um passeio, mas ele preferiu ficar em casa. Estava sentado diante da televisão quando, de repente, lembrou da igreja e daqueles cânticos que o empolgaram. Deu um pulo, trocou de roupa e lá foi ele para a igreja!

Chegou meio sem graça, um tanto desconfiado, mas a recepção foi tão legal que se sentiu como se estivesse em casa. Agora já podia ouvir de perto e por completo os louvores que tanto o deixavam curioso. Houve até momentos em que arriscou acompanhar, mas descobriu que cantar não era o seu forte. Desistiu!

-Mas é muito legal, mesmo! É melhor do que jogar futebol! – pensou lá com seus botões! Passou a sentir uma paz impressionante. Aquilo era algo que o deixava cada vez mais encorajado a participar dos cultos. Fez novas amizades e passou a ser um frequentador assíduo. Os jovens dali eram diferentes dos seus amigos de futebol!

Em casa, tentava convencer os pais a acompanhá-lo, mas estes não davam a mínima, preferindo seguir a tradição da família. Ainda tentaram desestimulá-lo, mas sem sucesso. O jovem estava mesmo disposto a seguir em frente.

Sabendo que ele era bom de bola, os jovens da igreja o convidaram para um jogo amistoso contra o time de outra igreja. Para ele, o convite caiu como uma luva. Esperou aquele dia com muita ansiedade. Finalmente chegara o momento! Feliz da vida preparou seu material E lá foi ele no meio da mocidade.

Vez por outra, ele pensava como seria o seu comportamento. Afinal, estava num meio cristão e precisava jogar com disciplina e lealdade. Com certeza, tudo seria bem diferente dos jogos onde a violência e a falta de respeito são os principais ingredientes de uma partida de futebol.

Começa a partida, cujo juiz era o próprio pastor de uma das igrejas ali representadas. – Aí sim! Com o pastor apitando o negócio é diferente! – pensou ele consigo mesmo! O tiro saiu pela culatra! O que ele viu foi pior do que costumava ver.

Os palavrões, a pancadaria e os empurrões se repetiam a cada lance. De repente, o pastor para a partida e grita: - Irmão Fulano, pega o apito! Não aguento mais esses incrédulos! Entregou o apito a um diácono, entrou no carro e foi embora. A confusão foi generalizada, com alguns dizendo que o juiz era fraco e sem moral. Mas chegou um menos despreparado e contornou a situação e o jogo continuou.

Se a situação com o pastou apitando já não era boa,  se eles não respeitavam nem o líder, como iriam respeitar um diácono? Durante a confusão, ele procurou um local onde não fosse alvo daquela violência. Olhou para o céu e murmurou: - meu Deus! Calcule se eles não tivessem orado antes do jogo!

Diante da situação, o jovem chegou perto do capitão do time e disse: Olha aqui, meu irmão, já que o pastor foi embora, eu vou cair fora também, antes que o clima fique pior do que está! Vocês não respeitaram nem o pastor! Saiu Dalí triste e decepcionado. Jamais pensaria que aquela “santidade” mostrada dentro da igreja se transformasse em violência num campo de futebol! Nunca mais voltou à igreja!

Criação de Adalberto Pereira.