terça-feira, 9 de julho de 2019

EDITORIAL DA VIDA


                                                   FUTURAS GERAÇÕES 

Eu faço parte de uma geração bastante diferente da que muitos conhecem. São poucos ou quase nenhum os que podem falar a respeito dos personagens que enriqueceram a história dos nossos antepassados. Se vivos estivessem, certamente se decepcionariam com os resultados das evoluções promovidas pelo radicalismo da era moderna.

Não deixa de ser um tanto erudita a frase: “Que sirvamos de exemplos para as futuras gerações”. Impossível de acreditar que os “filósofos” pronunciadores de tão elegante frase são os que promovem o desrespeito aos direitos do cidadão decente e íntegro.

Preocupa-nos só em pensar que nossas futuras gerações serão formadas por aqueles que hoje, tomados pelos péssimos exemplos dos que deveriam agir com respeito, omitem-se diante das injustiças sociais e aplaudem com euforia os usurpadores da confiança neles depositada.

Influenciado por um sistema educacional elegante e menos complexo, aprendi que o respeito e a dignidade, deveriam fazer parte do “cardápio” que alimentava o saber. Os educadores da época estavam revestidos da  certeza de que seríamos um grande exemplo para as futuras gerações de um país que nos oferecia segurança e bem estar.

Mas o pensamento dos educadores do passado foi sufocado pela falta de caráter daqueles que se deixaram levar pelos interesses pessoais, martirizando quem confiou nas promessas mentirosas e numa personalidade camuflada pela máscara da covardia. A geração preparada para um futuro promissor esfacelou-se e foi sepultada juntamente com os seus mais profícuos ideais.

Apegar-se ao presente na esperança de alcançar um futuro que satisfaça os grandes propósitos que nos leve a uma vida melhor, passou a ser um sonho de alto risco. A deturpação da família pelos péssimos exemplos da mídia internacional tem sido um dos problemas mais cruciantes enfrentados por aqueles que se esforçam para conduzir seus filhos por um caminho coerente com os seus ensinamentos.

Péssimos exemplos são as universidades, hoje funcionando como paradigmas apodrecidos pela imoralidade sexual, e pela falta de respeito aos princípios éticos de uma educação voltada para os conhecimentos, antes enriquecidos por conteúdos formadores de excelentes profissionais e verdadeiros cidadãos.

O respeito aos direitos e o cumprimento dos deveres são motivos de censura por parte de uma juventude de mentalidade medíocre. Juventude esta orientada por pessoas de baixo nível moral, verdadeiros invasores de espaços antes preenchidos por homens e mulheres de uma idoneidade moral e intelectual irrepreensíveis.

O fortalecimento do desgaste do nosso sistema educacional vem dos aplausos ou da indiferença dos que acham que tudo vai muito bem como está. São os apoiadores silenciosos, covardes e incapazes de desnudar-se da conivência diante de fatos tão deprimentes e partirem para uma luta em busca de resultados transformadores das mentes atrofiadas pela irresponsabilidade de pseudos educadores.

E o que esperar das nossas futuras gerações, se as famílias perderam o direito de ensinarem o bom caminho aos filhos? O que será das futuras gerações enquanto o Estado continuar invadindo os lares impondo regras antagônicas ao bem estar da família? Como vencermos a prepotência de um Estado que castra direitos que são exclusividade da família? Pobres das nossas futuras gerações!

(Por Adalberto Pereira)
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