FUTURAS GERAÇÕES
Eu faço parte de uma geração
bastante diferente da que muitos conhecem. São poucos ou quase nenhum os que
podem falar a respeito dos personagens que enriqueceram a história dos nossos
antepassados. Se vivos estivessem, certamente se decepcionariam com os
resultados das evoluções promovidas pelo radicalismo da era moderna.
Não deixa de ser um tanto
erudita a frase: “Que sirvamos de exemplos para as futuras gerações”. Impossível
de acreditar que os “filósofos” pronunciadores de tão elegante frase são os que
promovem o desrespeito aos direitos do cidadão decente e íntegro.
Preocupa-nos só em pensar
que nossas futuras gerações serão formadas por aqueles que hoje, tomados pelos
péssimos exemplos dos que deveriam agir com respeito, omitem-se diante das
injustiças sociais e aplaudem com euforia os usurpadores da confiança neles
depositada.
Influenciado por um sistema
educacional elegante e menos complexo, aprendi que o respeito e a dignidade,
deveriam fazer parte do “cardápio” que alimentava o saber. Os educadores da
época estavam revestidos da certeza de
que seríamos um grande exemplo para as futuras gerações de um país que nos
oferecia segurança e bem estar.
Mas o pensamento dos
educadores do passado foi sufocado pela falta de caráter daqueles que se
deixaram levar pelos interesses pessoais, martirizando quem confiou nas
promessas mentirosas e numa personalidade camuflada pela máscara da covardia. A
geração preparada para um futuro promissor esfacelou-se e foi sepultada
juntamente com os seus mais profícuos ideais.
Apegar-se ao presente na
esperança de alcançar um futuro que satisfaça os grandes propósitos que nos
leve a uma vida melhor, passou a ser um sonho de alto risco. A deturpação da
família pelos péssimos exemplos da mídia internacional tem sido um dos
problemas mais cruciantes enfrentados por aqueles que se esforçam para conduzir
seus filhos por um caminho coerente com os seus ensinamentos.
Péssimos exemplos são as
universidades, hoje funcionando como paradigmas apodrecidos pela imoralidade
sexual, e pela falta de respeito aos princípios éticos de uma educação voltada
para os conhecimentos, antes enriquecidos por conteúdos formadores de
excelentes profissionais e verdadeiros cidadãos.
O respeito aos direitos e o
cumprimento dos deveres são motivos de censura por parte de uma juventude de
mentalidade medíocre. Juventude esta orientada por pessoas de baixo nível
moral, verdadeiros invasores de espaços antes preenchidos por homens e mulheres
de uma idoneidade moral e intelectual irrepreensíveis.
O fortalecimento do desgaste
do nosso sistema educacional vem dos aplausos ou da indiferença dos que acham
que tudo vai muito bem como está. São os apoiadores silenciosos, covardes e
incapazes de desnudar-se da conivência diante de fatos tão deprimentes e
partirem para uma luta em busca de resultados transformadores das mentes
atrofiadas pela irresponsabilidade de pseudos educadores.
E o que esperar das nossas
futuras gerações, se as famílias perderam o direito de ensinarem o bom caminho
aos filhos? O que será das futuras gerações enquanto o Estado continuar invadindo
os lares impondo regras antagônicas ao bem estar da família? Como vencermos a
prepotência de um Estado que castra direitos que são exclusividade da família?
Pobres das nossas futuras gerações!
(Por Adalberto Pereira)
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