A FELICIDADE
A felicidade começa a nascer
dentro de nós a partir do momento em que começamos a nos aproximar de Deus. Se
não colocarmos o Criador como ponto de referência em nossa vida, seremos
incapazes de alcançarmos a verdadeira felicidade. Então, esta não encontrará
pousada em nossos corações e não nos levará a amarmos ao próximo como a nós
mesmos. Precisamos sentir como é saudável nos alegrarmos com a felicidade dos
outros.
A transformação do caráter
humano depende muito da maneira como passamos a ver a vida como ela é, e não
como pensamos ou queremos que ela seja. Se olharmos para dentro de nós mesmos
com a capacidade de analisarmos o nosso comportamento, como cidadão ou cidadã,
certamente veremos que sempre estaremos sujeitos à necessidade de mudanças.
Muitas pessoas se esforçam
na tentativa de encontrar a felicidade, uma companheira que todos desejam ter
todos os momentos da vida. Ela pode se apresentar de formas distintas: um
salário de causar inveja, uma vultosa conta bancária, uma bela e sofisticada
mansão e outros bens que coloquem a pessoa num pedestal dos mais concorridos e
dignos dos maiores elogios.
Isso me faz lembrar de uma
aula de Psicologia Educacional, no curso de Letras, quando a professora
perguntou o que era para nós a verdadeira felicidade. Imediatamente um colega
respondeu que, para ele, felicidade era ter um carro “zero” na garage, uma
mulher bonita e atraente ao lado e muito dinheiro no bolso. Foi tão cruel em
sua resposta, ao ponto de esquecer que tudo isso, sem saúde e sem Deus no
coração, não tem o mínimo sentido.
Pasmada com a resposta do
colega, a professora perguntou se seria aquele o exemplo que ele repassaria aos
seus alunos, quando eles se encontrassem em estado de depressão e o
procurassem, esperando dele uma resposta inteligente. Para se sair daquela
situação embaraçosa, ele respondeu que seria um professor de Português e não um
conselheiro familiar ou um psicólogo educacional. Graças a Deus, ele nem chegou
a concluir o curso, para o bem da nossa educação e dos nossos educandos.
Conheço pessoas famosas que
podem usufruir de todos os tipos de recursos. Possuem mansões com suítes
presidenciais, piscinas para todos os gostos, animais de estimação caríssimos,
amigos renomados, prestígio internacional, além de outros que nos fogem da memória,
mas chegam a revelar uma tristeza incontida por não conseguirem, apesar de tudo
isso, ser felizes.
A verdadeira felicidade
começa nos primeiros passos. A família passa a ser parte indispensável para que
vivamos uma vida feliz. Precisamos de pais exemplares. Não falo aqui, daqueles
pais mercenários. Daqueles que fazem tudo visando tão somente o lado
financeiro. Esses nunca se sentirão felizes ao contribuir com a felicidade dos
outros. Consequentemente, não serão bons exemplos para os filhos.
Quando descobrirmos que a
felicidade do nosso próximo pode alcançar-nos de forma positiva, descobriremos
também o que vem a ser a verdadeira felicidade, aquela que o dinheiro não
compra e que não habita nas grandes e sofisticadas mansões. O grande problema é
que muitos ainda não conseguiram sentir o valor incomparável de uma família bem
estruturada, de um lar onde todos se amam, onde há diálogo e compreensão mútua.
Alcançar um status social
digno da admiração de todos, não é algo estranho, principalmente quando vivemos
numa sociedade, onde o TER está sempre acima do SER. É aí que passamos a viver
uma dúvida terrível à nossa frente. Isso para superarmos os obstáculos e
vencermos os abismos que se formam diante de nós. Para isso, muitos, vencidos
pela ganância se transformam em perigosos “rolos compressores”, esmagando todos
que se apresentam como “pedra de tropeço” em seus caminhos.
Daí chegarmos à seguinte
conclusão: só seremos felizes de verdade, quando sentirmos que a felicidade dos
outros enchem os nossos corações de felicidade.
(Por Adalberto Pereira)
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