segunda-feira, 15 de julho de 2019

EDITORIAL DA VIDA


                                                          A FELICIDADE  

A felicidade começa a nascer dentro de nós a partir do momento em que começamos a nos aproximar de Deus. Se não colocarmos o Criador como ponto de referência em nossa vida, seremos incapazes de alcançarmos a verdadeira felicidade. Então, esta não encontrará pousada em nossos corações e não nos levará a amarmos ao próximo como a nós mesmos. Precisamos sentir como é saudável nos alegrarmos com a felicidade dos outros.

A transformação do caráter humano depende muito da maneira como passamos a ver a vida como ela é, e não como pensamos ou queremos que ela seja. Se olharmos para dentro de nós mesmos com a capacidade de analisarmos o nosso comportamento, como cidadão ou cidadã, certamente veremos que sempre estaremos sujeitos à necessidade de mudanças.

Muitas pessoas se esforçam na tentativa de encontrar a felicidade, uma companheira que todos desejam ter todos os momentos da vida. Ela pode se apresentar de formas distintas: um salário de causar inveja, uma vultosa conta bancária, uma bela e sofisticada mansão e outros bens que coloquem a pessoa num pedestal dos mais concorridos e dignos dos maiores elogios.

Isso me faz lembrar de uma aula de Psicologia Educacional, no curso de Letras, quando a professora perguntou o que era para nós a verdadeira felicidade. Imediatamente um colega respondeu que, para ele, felicidade era ter um carro “zero” na garage, uma mulher bonita e atraente ao lado e muito dinheiro no bolso. Foi tão cruel em sua resposta, ao ponto de esquecer que tudo isso, sem saúde e sem Deus no coração, não tem o mínimo sentido.

Pasmada com a resposta do colega, a professora perguntou se seria aquele o exemplo que ele repassaria aos seus alunos, quando eles se encontrassem em estado de depressão e o procurassem, esperando dele uma resposta inteligente. Para se sair daquela situação embaraçosa, ele respondeu que seria um professor de Português e não um conselheiro familiar ou um psicólogo educacional. Graças a Deus, ele nem chegou a concluir o curso, para o bem da nossa educação e dos nossos educandos.

Conheço pessoas famosas que podem usufruir de todos os tipos de recursos. Possuem mansões com suítes presidenciais, piscinas para todos os gostos, animais de estimação caríssimos, amigos renomados, prestígio internacional, além de outros que nos fogem da memória, mas chegam a revelar uma tristeza incontida por não conseguirem, apesar de tudo isso, ser felizes.

A verdadeira felicidade começa nos primeiros passos. A família passa a ser parte indispensável para que vivamos uma vida feliz. Precisamos de pais exemplares. Não falo aqui, daqueles pais mercenários. Daqueles que fazem tudo visando tão somente o lado financeiro. Esses nunca se sentirão felizes ao contribuir com a felicidade dos outros. Consequentemente, não serão bons exemplos para os filhos.

Quando descobrirmos que a felicidade do nosso próximo pode alcançar-nos de forma positiva, descobriremos também o que vem a ser a verdadeira felicidade, aquela que o dinheiro não compra e que não habita nas grandes e sofisticadas mansões. O grande problema é que muitos ainda não conseguiram sentir o valor incomparável de uma família bem estruturada, de um lar onde todos se amam, onde há diálogo e compreensão mútua.

Alcançar um status social digno da admiração de todos, não é algo estranho, principalmente quando vivemos numa sociedade, onde o TER está sempre acima do SER. É aí que passamos a viver uma dúvida terrível à nossa frente. Isso para superarmos os obstáculos e vencermos os abismos que se formam diante de nós. Para isso, muitos, vencidos pela ganância se transformam em perigosos “rolos compressores”, esmagando todos que se apresentam como “pedra de tropeço” em seus caminhos.

Daí chegarmos à seguinte conclusão: só seremos felizes de verdade, quando sentirmos que a felicidade dos outros enchem os nossos corações de felicidade.

(Por Adalberto Pereira)
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